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OCORRÊNCIAS
COM AMEAÇA DE BOMBA
Apresentação
Esta
apostila, que tem caráter introdutório,
foi elaborada como material de treinamento para o Corpo
Operativo da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal.
Apesar de estar operando comercialmente a relativamente
pouco tempo, algumas ocorrências de ameaça
de bomba já foram registradas em suas estações
operacionais; tendo ocorrido, inclusive, um ataque real
feito com uma bomba caseira, o qual deixou como saldo
um usuário levemente ferido pelos estilhaços.
No intuito de ajustar a atuação dos Agentes
de Segurança aos Procedimentos Operacionais da
empresa e de preencher uma lacuna existente em seu curso
de formação, elaborei um programa básico
de treinamento, do qual esta apostila constitui a parte
teórica. Em todo o texto, procurei utilizar uma
linguagem clara e objetiva, contudo, em virtude da própria
natureza do assunto, o uso de alguns termos técnicos
torna-se imprescindível.
Obviamente que não se pretende aqui esgotar o tema,
pois como foi dito anteriormente, este é um material
de caráter introdutório. Apesar disso, boa
parte do que aqui foi escrito é válido também
para o trabalho de segurança pessoal (área
de interesse comum a maioria dos leitores). No entanto,
deve-se ressaltar que para este fim muitos outros elementos
devem ser abordados ou detalhados em maior profundidade.
Por fim, solicito aos leitores que tiverem críticas
ou sugestões para o aperfeiçoamento desta
apostila, que as enviem para o seguinte endereço:
sotai.df@gmail.com
Desde
já agradeço a colaboração
de todos. Um forte abraço,
Maurício
Viegas Pinto
Representante
da Sotai no Distrito Federal
1.
Introdução
Essa
apostila tem por objetivo fornecer conhecimentos básicos
sobre os principais explosivos utilizados em atentados
terroristas, bem como sobre os procedimentos de segurança
que devem ser adotados em casos de ameaça de bomba.
2.
Conceitos iniciais
Explosivo - é toda substância que,
mediante uma reação química, transforma-se
violentamente em gases, produzindo aumento da pressão
e grande quantidade de calor.
Bomba
- é uma carga explosiva habilmente preparada
para ser acionada em determinado momento.
3.
Principais propriedades dos explosivos
Sensibilidade-
facilidade do explosivo em reagir a uma determinada excitação.
Velocidade
- refere-se ao tempo de decomposição ou
reação do explosivo.
Potência
- capacidade que o explosivo possui de realizar trabalho.
Calcula-se em função da quantidade de calor
liberado no instante da explosão e da velocidade
com que a energia é liberada.
Densidade
- relação entre a massa e o volume do explosivo.
Explosivos mais densos tendem a ter maior sensibilidade
e potência.
Estabilidade
- capacidade que o explosivo possui de conservar as suas
características quando armazenado em condições
adequadas.
Higroscopicidade
- capacidade que o explosivo possui de absorver umidade.
4.
Classificação geral dos explosivos
Quanto à sua velocidade, os explosivos classificam-se
em:
Altos
explosivos - velocidade de detonação
acima de 2000 m/s;
Baixos
explosivos - velocidade de detonação
abaixo de 2000 m/s.
Quanto
ao seu emprego, os explosivos classificam-se em:
Iniciadores
- empregados em misturas iniciadoras ou na excitação
de cargas explosivas (azida de chumbo, fulminato de mercúrio);
Reforçadores (boosters) - atuam como multiplicadores
da força entre o iniciador e a carga principal
(RDX, Nitropenta);
De
ruptura -
explosivos de alta potencia utilizados como carga principal
(TNT).
5.
Caracteristicas gerais dos principais explosivos
Pólvora
É
um baixo explosivo ou explosivo deflagrante, estavel,
explode somente quando confinada. A iniciacao ocorre por
chama, faisca ou filamento incandescente. A polvora negra
e uma mistura de nitrato de potassio (75%), carvao (15%)
e enxofre (10%). A polvora negra fornece na combustao
cerca de 44% de gases e 56% de substancias solidas, as
quais formam a fumaca apos a explosao.
Nitrato
de Amonia
É
um explosivo intermediario, de uso comercial, encontrado
em fertilizantes agricolas (nitriflex). Quando adicionado
ao oleo diesel (anfo) forma um explosivo com velocidade
de detonacao igual a 3500 m/s. E estavel, de forma granulada,
necessitando de um detonador para provocar a explosao.
A sua formula quimica e NH4NO3.
Nitroglicerina
É
um alto explosivo de uso comercial e militar, muito sensivel
e instavel, apresenta-se sob a forma de um liquido viscoso
que explode por meio de calor, atrido, eletricidade, etc.
A temperatura ideal para o seu armazenamento e de 13o
C. E usada principalmente para a fabricacao da dinamite.
Dinamite
Em 1867, o cientista sueco Alfred Nobel dessensibillizou
com êxito a nitroglicerina, inventando a dinamite.
As dinamites são altos explosivos, de uso comercial
e militar, estáveis em seu estado normal, mas que
tornam-se extremamente perigosos quando em exsudação.
Apresentam-se sob a forma de uma massa de cor amarela,
encartuchada em papel parafinado, recebendo assim o nome
de "banana". A iniciação ocorre
por meio de detonadores (espoletas). As dinamites possuem
uma composição variável de acordo
com o fabricante, mas os principais compostos são:
nitroglicerina, nitrocelulose, nitrato de amônia,
carbonato de sódio e material absorvente (serragem).
As dinamites militares possuem ainda o hexogênio
(RDX) ou a nitropenta (PETN) em sua formulação.
A velocidade de detonação varia de 5000
a 6000 m/s.
RDX
É
um alto explosivo utilizado na composição
das dinamites militares e de outros explosivos plásticos,
como o C-3 e o C-4. Quimicamente, é conhecido como
hexahidro 1,3,5 trinitro-s-triazina ou, simplesmente,
hexogênio.
Nitropenta
Alto explosivo, designado pela sigla PETN, de uso comercial
e militar, é o núcleo branco do cordel detonante
que é usado em pedreiras para interligar as cargas
de dinamite. É relativamente estável, sendo
o cordel impermeável. Possui velocidade de detonação
de 6500 m/s e é acionado através de espoleta.
Quimicamente falando, é o tetranitrato de pentaeritritol.
TNT
É um alto explosivo de uso militar. Popularmente
conhecido como trotil, o seu nome químico
é trinitrotolueno, apresenta-se sob a forma de
blocos ou tabletes de cor amarela, é estável,
impermeável e possui velocidade de detonação
de 6900 m/s. A iniciação é feita
por meio de espoleta ou detonador. É um dos mais
seguros explosivos:
Composto
C-3
Alto
explosivo de uso militar com grande potência, é
estável e permite ser modelado. De cor amarela-escura,
a sua velocidade de detonação é de
aproximadamente 7000 m/s. Contem PETN e RDX, e a iniciação
é feita por meio de um detonador.
Composto
C-4
Alto explosivo de uso militar com grande potência,
é menos pegajoso que o C-3, sendo mais facilmente
modelado. De cor branca, possui em sua formulação
95% de RDX. A sua velocidade de detonação
é de aproximadamente 7900 m/s, sendo a iniciação
feita por meio de um detonador.
6.
Principais mecanismos de acionamento
- Pressão
- a carga explode ao se exercer uma forca sobre o artefato;
- Descompressão
- a carga explode ao se aliviar a pressão sobre
um objeto;
- Tração
- a carga explode ao se tencionar um fio ou arame habilmente
montado;
- Liberação
- a carga explode ao se retirar a tensão sobre
um fio ou arame;
- Elétrico
- a carga explode com a passagem ou interrupção
da corrente elétrica;
- Tempo
- a carga explode após certo tempo de espera;
- Controle
remoto - a carga é acionada por um observador
externo;
- Eletromagnético
- a carga explode por indução magnética;
- Térmico
- a carga explode ao atingir determinada temperatura;
- Fricção
- a carga explode ao ser atritada com outro objeto;
- Posição
- a carga explode ao se mudar o artefato de lugar;
- Percussão
- a carga explode ao ser impactada por outro objeto;
- Célula
foto-elétrica - a carga explode com a presença
ou ausência de luz;
- Freqüência
de ondas - a carga explode ao captar ou perder a freqüência;
- Reação
química - substâncias que reagem entre
si provocando a explosão.
7.
Detonadores
Cápsulas
explosivas não elétricas - Apresentam-se
como um pequeno cilindro metálico de alumínio
ou cobre com comprimento variável entre 4 e 8 cm,
aberto em uma das extremidades para a introdução
do estopim, que deve ser bem fixado (com amolzador). Possuem
um explosivo bem sensível, geralmente fulminato
de mercúrio ou azida de chumbo.
Cápsulas explosivas elétricas - Possuem
dois fios condutores que penetram a cápsula, formando
uma ponte, e são mantidos em contato com o explosivo
sensível. Com o circuito fechado e com a carga
de uma bateria, o filamento se incandesce, causando a
detonação.
8.
Tipos de explosões (Químicas)
- Combustão
- a reação ocorre com velocidades inferiores
a 100 m/s e há necessidade de oxigênio.
- Deflagração
- a reação ocorre com velocidades entre
100 e 1000 m/s e não há necessidade de
oxigênio.
- Detonação
- a reação ocorre com velocidades superiores
a 1000 m/s e não há necessidade de oxigênio.
9.
Efeitos da explosão
- Onda
positiva (explosão) - é a expansão
polidirecional dos gases formando uma região
de vácuo no seu interior.
- Onda
negativa (implosão)
- é o preenchimento do vácuo formado pela
onda positiva, ocorre quando a força de expansão
é menor que a pressão atmosférica.
A fase negativa é menos poderosa, porém
dura até três vezes mais que a fase positiva
da explosão.
- Fragmentação
- é a decomposição ou desintegração
do invólucro do explosivo. A detonação
de um alto explosivo resulta em fragmentos de aparência
rasgada, esticada e fina, devido ao tremendo calor e
pressão produzidos. No caso de baixos explosivos,
os fragmentos são de tamanho maior e formatos
retorcidos.
- Térmico
- é a geração de altas temperaturas
em conseqüência da explosão, podendo
afetar produtos inflamáveis, causando incêndios
e novas explosões.
- Reflexão
- é a mudança de rumo da onda positiva,
quando se depara com um objeto que não pode fragmentar.
O vidro de uma janela, por exemplo, pode refletir ondas
positivas, pois sua velocidade é altíssima,
e ela é refletida antes mesmo de danificar a
matéria.
- Convergência
- é a divisão da onda positiva quando
ela se encontra com um objeto que não pode fragmentar
e que não possua área suficiente para
provocar uma reflexão.
- Zona
de Proteção - é o espaço
seguro formado imediatamente após a convergência
ou atrás de um anteparo onde a onda positiva
sofreu reflexão.
- Foco
ou Afunilamento - ocorre quando uma carga é
detonada dentro de um cano com diâmetro maior
que o dela. A onda de choque irá refletir no
anteparo, sofrendo um afunilamento. O mesmo ocorre em
corredores, dutos de ventilação, etc.
10.
Bombas postais
Bombas
podem ser fabricadas para a adaptação dentro
de pacotes, embrulhos e cartas para despacho através
do correio ou mesmo entregues a mão.
Tais
bombas são preparadas para explodir quando a carta
ou pacote for aberto. O formato de tais bombas pode variar,
mas pacotes em forma de livros, calendários, álbuns
fotográficos e grossas cartas, são os mais
freqüentes.
A
detecção de bombas postais não é
difícil, principalmente se algumas precauções
forem tomadas. Como são enviadas pelo correio,
pode-se concluir que são relativamente seguras
ao manuseio. Desta forma, durante a distribuição
postal, os objetos suspeitos podem ser colocados em separado,
ou seja, as pessoas que recebem a correspondência
devem ser treinadas para separar envelopes e embalagens
suspeitosamente pesados ou espessos. As indicações
de suspeição de um pacote ou carta são
as seguintes:
- Local
de origem - inspecione o carimbo do correio ou mesmo
do remetente, se houver e for legível. Se o local
de origem é pouco usual ou o remetente é
desconhecido, tratar como suspeito;
- Escrita
do remetente - observe se apresenta estilo ou caracteres
estrangeiros. Envelopes com letras recortadas e coladas
são sempre tratados como suspeitos;
- Peso
- envelopes que aparentam estar com excesso de peso
em relação ao seu volume, ou ainda cartas
com mais de 25 gramas, devem ser tratados como suspeitos;
- Flexibilidade
- se o pacote apresenta ter menor resistência
no fundo ou nos lados, trate-o como suspeito;
- Fio
ou arame saliente - mesmo nos melhores dispositivos,
um arame pode se soltar e ficar saliente no pacote,
denunciando o gatilho da bomba;
- Orifício
- se há um pequeno orifício no pacote,
considere-o como suspeito. (o furo pode ser utilizado
para se armar o mecanismo depois de se fechar o pacote);
- Marcas
de gordura, graxa ou umidade no envelope - podem
ser resultantes da exsudação da substância
explosiva;
- Odor
- se o envelope apresenta um odor forte de amêndoas
ou mesmo de amoníaco, trate-o como suspeito;
- Rigidez
- apalpando-se o envelope pode-se ter uma indicação
de sua rigidez, bem como da dureza dos materiais em
seu interior;
- Espessura
- as cartas-bomba são inusitadamente grossas.
Cartas com espessura superior a 5 mm devem ser tratadas
como suspeitas;
- Envelope
interno - se houver um envelope interno, considerá-lo
como muito suspeito;
- Formato
- cuidado com embalagens em forma de livros ou de caixas;
- Selos
ou lacres alterados ou violados - possibilidade
de ter sido feita uma substituição de
correspondência;
- Emissão
de sons - quando a remessa é feita por terceiros.
11.
Formas de acionamento de bombas postais
Os
mecanismos mais usuais de acionamento de uma carta-bomba
são os de descompressão e/ou tração
(veja o item 6). Assim, é razoável supor
que uma bomba postal não desengatilhará
até que seja aberta. De qualquer forma, não
deve ocorrer um manuseio indevido com material considerado
suspeito, bem como tentativas de abertura ou neutralização.
Lembre-se: A neutralização de um artefato
explosivo somente deverá ser feita por equipe especializada
e com equipamentos apropriados!
12.
Considerações legais sobre as ameaças
de bomba
A
simples ameaça - ainda que falsa - já constitui
crime de acordo com o artigo 147 do Código Penal,
o qual preceitua que: "Ameaçar alguém,
por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio
simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave",
caracteriza o delito de ameaça, o qual é
punido com pena de 1 (um) a 6 (seis) meses de detenção
ou multa.
Havendo
a explosão, a simples criação de
uma situação que exponha a perigo outras
pessoas ou seu patrimônio já caracteriza
o crime. A tipificação, neste caso, será
feita pelo artigo 251 do Código Penal Brasileiro,
o qual define como crime: "Expor a perigo a vida,
a integridade física ou o patrimônio de outrem,
mediante explosão, arremesso ou simples colocação
de engenho de dinamite ou de substância de efeitos
análogos". As penas previstas neste caso variam
de 3 (três) a 6 (seis) anos de reclusão e
multa.
Deve-se
observar ainda que, de acordo com o entendimento da melhor
doutrina e da jurisprudência atual, é lícita
a gravação feita por um dos interlocutores
da conversa telefônica e, em casos especiais (como
em situações de ameaça de bomba),
pode-se inclusive utilizá-la como meio idôneo
para provar a autoria e a materialidade do fato no processo
penal. Para maiores informações sobre este
assunto consulte o artigo Licitude da gravação
telefônica e sua admissibilidade como prova no processo
penal, de minha própria autoria, disponível
para leitura no site da Sotai.
13.
Formulário de ameaça de bomba
Diante
de uma ameaça feita por telefone, os seguintes
procedimentos devem ser observados:
- Preencher
o formulário de ameaça de bomba;
- Comunicar
o fato ao Corpo de Segurança;
- Manter
a calma;
- Não
fazer alarde;
- Não
liberar funcionários;
- Analisar
a evacuação;
- Se
solicitado, auxiliar na realização da
busca.
O
formulário de ameaça de bomba deve ser preenchido
imediatamente pelo funcionário que recebe a ameaça.
Não é recomendável deixar para preencher
o formulário no final do expediente, pois alguns
dados importantes podem ser perdidos com o tempo.
Nos
casos de ameaças telefônicas, o funcionário
que atender à ligação deve procurar
observar as características da voz do ameaçador,
se ele tem algum sotaque, o modo como ele fala (calmo
ou irritado), se existe algum som específico ao
fundo, se ele tem um bom domínio da língua,
características da sua dicção (rápida,
lenta, gaga) e, principalmente, se ele aparenta conhecer
detalhes internos sobre a empresa. Esta última
informação será percebida pelo uso
de termos e expressões que são de domínio
exclusivo dos funcionários.
No
apêndice 3 apresentamos um modelo básico
para o formulário de ameaça de bomba, o
qual pode ser adaptado de acordo com as características
da empresa.
14.
Evacuação
A
decisão pela evacuação do local não
pode ser tomada de forma precipitada, contudo, caso venha
a ser executada, a sua forma de realização
deve estar previamente estabelecida no plano de contingência,
para que seja conhecida e treinada por todos os funcionários
responsáveis por sua execução.
Deve-se
sempre levar em consideração que a evacuação:
- Não
resolve o problema;
- Não
oferece segurança;
- Atinge
os objetivos do ameaçador.
15.
Busca
A
busca é uma técnica operacional utilizada
para localizar objetos suspeitos por meio de uma varredura
do local. Só deve ser realizada por equipes especializadas,
as quais dispõem de técnicas e equipamentos
apropriados para a sua execução.
Entre
outras, as seguintes regras devem ser observadas durante
a realização de uma busca:
- Usar
pelo menos duas pessoas e sinalizar o local percorrido;
- Não
abrir portas, armários ou gavetas sem confirmar
previamente a segurança;
- Não
acender ou apagar luzes sem confirmar previamente a
segurança;
- Não
usar o elevador sem confirmar previamente a segurança;
- Procurar
por objetos suspeitos (tudo o que for estranho ao local);
- ATENÇÃO!
TUDO PODE SER UMA BOMBA.
16.
Equipamentos de busca
- Arame;
- Espelhos;
- Lanternas;
- Aparelho
de raio X;
- Detector
de metais;
- Detector
de gases (XL-85);
- Detector
de explosivos;
- Cães
farejadores.
17.
Técnicas de busca
Algumas
das principais técnicas utilizadas pelas equipes
de busca operacional são:
- Busca
em linha;
- Busca
em zigue-zague;
- Busca
em espiral;
- Busca
em círculos.
18. O que fazer quando localizar um objeto suspeito
Caso
algum funcionário localize um objeto suspeito antes
que as equipes especializadas cheguem ao local, as seguintes
regras devem ser prontamente obedecidas:
- Não
mexer no objeto;
- Não
tocar o objeto;
- Não
remover o objeto do local;
- Evacuar
o local em segurança;
- Isolar
a área;
- Comunicar
ao chefe da equipe;
- Comunicar
ao Centro de Controle Operacional;
- Comunicar
ao COPOM;
- Fazer
a identificação (visual) do objeto.
19.
Identificação de objetos suspeitos
- É
um objeto estranho ao local?
- Qual
a sua localização exata?
- Quais
são as suas características (forma, peso,
volume)?
- Quem
localizou?
- Como
chegou ao local?
- Há
quanto tempo o objeto se encontra naquele lugar?
- Foi
tocado ou movido?
- Quando
e por quem?
20.
Plano de Contingência
O
plano de contingência deve ser treinado e conhecido
por todos os funcionários da instituição.
Deve-se elaborar um documento contendo todos os procedimentos
e medidas que devem ser adotados em casos de ameaça
de bomba.
Neste
documento devem constar os telefones da segurança
operacional, dos órgãos de segurança
do governo e do esquadrão antibombas.
Os
quadros abaixo apresentam os critérios que devem
ser avaliados para se determinar se uma ameaça
deve ser considerada como falsa ou verdadeira, e se uma
área deve ou não ser evacuada:
Apêndice
1 - Lesões decorrentes de uma explosão
Havendo
a ocorrência de explosões, o plano de contingência
deve prever a atuação das equipes de pronto-socorro
e da brigada de incêndio.
Deve-se
levar em conta que a energia contida no explosivo é
convertida em luz, calor e pressão. Assim sendo,
a gravidade das lesões provocadas depende da força
da explosão e da distância em que a vítima
se encontrava do material explosivo.
1.
Luz: pode causar dano ocular, sendo o primeiro
agente a atingir a vítima.
2.
Calor: produzido pela combustão do explosivo,
é influenciado principalmente pela distância,
intensidade e pela existência de barreiras de proteção
entre a vítima e a explosão.
3.
Ondas de choque: irradiam-se a partir do centro
da explosão, causando lesões por três
mecanismos:
a)
arremesso de objetos próximos à área
da explosão contra a vítima, podendo ocasionar
traumatismos fechados ou abertos.
b)
arremesso da própria vítima, que se transforma
em um projétil, ferindo-se ao cair ou chocar-se
com outros objetos.
c)
criação súbita e transitória
de um gradiente de pressão entre o ambiente externo
e o interior do corpo. Os órgãos mais suscetíveis
a esse efeito são os ouvidos e os pulmões.
Os tímpanos são forçados para dentro
pelo aumento da pressão, podendo se romper. A compressão
súbita do tórax pode provocar pneumotórax
e hemorragia pulmonar.
Os
mecanismos de lesão decorrentes de uma explosão
classificam-se em:
1.
Primário: deslocamento de ar inicial.
2.
Secundário: vítima sendo atingida
por material arremessado pela explosão.
3.
Terciário: vítima sendo arremessada
e atingindo o solo ou outro objeto.
As
lesões causadas pelos fatores secundários
são semelhantes aos ferimentos produzidos por armas
brancas, e as lesões terciárias são
parecidas às que surgem em pessoas arremessadas
para fora de um automóvel. As lesões decorrentes
do deslocamento inicial do ar são quase que exclusivas
dos órgãos que contêm ar. O sistema
auditivo geralmente apresenta ruptura das membranas timpânicas.
As lesões pulmonares podem incluir pneumotórax,
hemorragia parenquimatosa e especialmente ruptura alveolar.
A ruptura alveolar pode provocar embolia gasosa, a qual
pode manifestar-se na forma de sintomas bizarros no sistema
nervoso central. Sempre se deve suspeitar de lesões
pulmonares em vítimas de explosão!
Apêndice
2 - Identificação de produtos perigosos
Os
produtos perigosos apresentam, em suas embalagens, rótulos
de risco padronizados pela Organização das
Nações Unidas. É conveniente que
o Agente de Segurança conheça esse sistema
de classificação para evitar que pessoas
não autorizadas transitem com esses produtos pelo
interior da empresa.
Tabela
com o Número de Classe de Risco (ou subclasse)
ONU
Classe
1 - Explosivos.
Subclasse 1.1 - Substâncias e artefatos com risco
de explosão em massa.
Subclasse 1.2 - Substâncias e artefatos com risco
de projeção.
Subclasse 1.3 - Substâncias e artefatos com risco
predominante de fogo
Subclasse 1.4 - Substâncias e artefatos que não
apresentam risco significativo.
Subclasse 1.5 - Substâncias pouco sensíveis.
Classe
2 - Gases comprimidos, liquefeitos, dissolvidos sob pressão
ou altamente refrigerados.
Classe
3 - Líquidos inflamáveis.
Casse
4 - Sólidos inflamáveis, substâncias
sujeitas à combustão espontânea, substâncias
que em contato com a água emitem gases inflamáveis.
Subclasse 4.1 - Sólidos inflamáveis.
Subclasse 4.2 - Substâncias sujeitas a combustão
espontânea.
Subclasse 4.3 - Substâncias que, em contato com
a água, emitem gases inflamáveis.
Classe
5 - Substâncias oxidantes, peróxidos orgânicos.
Subclasse 5.1 - Substâncias oxidantes.
Subclasse 5.2 - Peróxidos orgânicos.
Classe
6 - Substâncias tóxicas, substâncias
infectantes.
Subclasse 6.1 - Substâncias tóxicas.
Subclasse 6.2 - Substâncias infectantes.
Classe
7 - Substâncias radioativas
Classe
8 - Produtos corrosivos.
Apêndice
3 - Modelo de Formulário de Ameaça de Bomba
Ocorrência
de Ameaça de Bomba n.°_____
1) Informações gerais sobre a chamada
telefônica
Nome
e matrícula do funcionário que recebeu a
chamada:
Data:
Hora:
Duração
da chamada:
Número
do telefone que originou a chamada:
Outros:
2)
Características da pessoa que fez a ameaça
Nome
ou apelido:
Sexo:
Idade
aproximada:
3)
Características da voz: [grave] [aguda] [rouca]
[agradável]
Outras:
4)
Sotaque: [sim] [não]
Qual:
5)
Modo como fala: [calmo] [irritado] [brincalhão]
[obsceno]
Outros:
6)
Sons ao fundo: [sim] [não]
[metrô]
[aeronaves] [automóveis] [música] [vozes]
[animais]
Outros:
7)
Domínio da língua: [excelente] [mediano]
[pobre] [vulgar]
8)
Dicção: [rápida] [lenta] [nasal]
[gago] [disfarçada]
9)
Pessoa familiarizada com a empresa: [sim] [não]
10)
Como descreveu a bomba:
11)
Provável localização da bomba:
12)
Alguma outra informação que considere importante:
DECLARAÇÃO
DO METRÔ DO DISTRITO FEDERAL

Texto
Maurício Viegas
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