Escolha da Faca – Ricardo Nakayama

1 – Se o objetivo é um combate corpo a corpo, vejam que não estou me referindo a defesa pessoal urbana, uma lâmina fixa tem vantagens sobre um canivete tático, em geral pelo maior tamanho(que é uma vantagem em uma luta real), capacidade de utilizar o pomo para ataques mais efetivos, menor possibilidade de um acidente ou mal funcionamento da trava onde um golpe pode se voltar contra nós mesmos.

2 – Ao contrário se o objetivo é a defesa pessoal urbana, canivetes táticos têm minha preferência pelos fatores de dissimulação e portabilidade.

3 – Compre uma faca que seja confortável em sua mão. Uma faca muito pesada ou que a empunhadura não seja firme pode prejudicar muito se ela for utilizada.

4 – Em uma situação de guerra, estudos comprovam que para transpassar os pesados uniformes, com vários apetrechos e equipamentos, o ideal é uma lâmina de grande penetração. Em situações de defesa pessoal o ideal é uma lâmina que seja tão boa para cortar com para estocar.

5 – Uma lâmina deve ter ser facilmente manipulada e ter bastante velocidade para ataques e defesas.

6 – Uma lâmina deve ter um bom aço, se for um canivete tático, uma boa trava e facilidade de abertura.

7 – Uma guarda é importante para proteção em caso de duelos ou para evitar que a mão deslize em direção a lâmina cortando nossos dedos.

8 – A lâmina deve ter um fio largo o suficiente para aumentar a área de corte, ter um fio duplo facilita na penetração do golpe mas em empunhaduras reversas podem machucar o próprio portador da faca quando este não tem muita habilidade.

9 – Escolha uma cabo que permita uma boa empunhadura. Evite cabos de madeira ou metal que em situações onde o sangue ou o suor aumentam as chances de perder a faca.

10 – Evite lâminas automáticas, como a Lei de Murphy diz, se uma coisa pode dar errada, ela vai dar errada no pior momento.

Texto Ricardo Nakayama